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Em entrevista o mestre italiano dos quadrinhos eróticos, Milo Manara, lamenta que desenhos sensuais ainda possam causar escândalo. 

Milo com a versão italiana
De um mestre para o outro: a nova empreitada do italiano Milo Manara é uma biografia em quadrinhos sobre seu conterrâneo Caravaggio, um dos maiores pintores da História e também um dos mais controversos. Intitulado “Caravaggio - A morte da virgem”, o primeiro volume do trabalho acaba de ter seu lançamento mundial (no Brasil, pela editora Veneta), abrindo uma trama que envolve assassinatos, debates sobre sexualidade e uma ambientação detalhada da Roma do início do século XVII (o segundo volume ainda não tem previsão de lançamento). Em entrevista ao Globo, Manara, de 69 anos, explicou como fez para elucidar as incertezas acerca de Caravaggio.


Por que o senhor escolheu Caravaggio como tema para seu livro?

Caravaggio foi um grande artista que mudou a história da arte, mas também foi um homem ao mesmo tempo violento e apaixonado, que viveu intensamente. Alguém pronto a duelar com qualquer inimigo, mas também capaz de grande ternura com seus amigos, seus modelos e os miseráveis. Ele não suportava a arrogância e o poder. E eu acho importante contarmos a história de rebeldes, daqueles que vão contra a corrente, especialmente nos difíceis dias de hoje, em que prevalece uma sensação de que estamos à mercê de um poder financeiro que não conseguimos identificar, mas que controla as nossas vidas e as vidas de povos inteiros. 

Como o senhor fez a pesquisa para sua história? O quanto do livro nasceu de sua imaginação? 

Existem várias biografias sobre Caravaggio, embora apenas uma tenha sido escrita por um contemporâneo que o conheceu. Ele se chamava Giovanni Baglione, um pintor rival, e seu livro é muito curto e não muito benevolente. Mas existem outros documentos. Por exemplo, Caravaggio tinha uma personalidade turbulenta e foi preso muitas vezes e, felizmente, os relatórios policiais com seus interrogatórios e depoimentos de testemunhas foram preservados. É a partir de relatos como esses que podemos aprender muito sobre a vida agitada do grande gênio. Já no campo visual, há muitas pinturas, gravuras e desenhos relativos a esse período. Não foi muito difícil mergulhar no ambiente daquela época, o que me ajudou a preencher as lacunas da vida de Caravaggio, respeitando a verdade dos fatos e adicionando apenas algumas situações, todas plausíveis e até prováveis. Posso dizer que tudo o que adicionei no livro não pode ser provado como falso, embora não haja nenhuma evidência de que realmente tenha acontecido. 

Os historiadores divergem sobre as circunstâncias da morte de Caravaggio. Como o senhor pretende resolver essa incerteza para o segundo livro? 

Pretendo manter a mesma linha de pensamento: vou respeitar a verdade histórica documentada, mas também dar a ela minha interpretação. Depois de tanto tempo passado na companhia de Caravaggio, eu às vezes me sinto tentado a perguntar diretamente a ele como as coisas ocorreram. Vai que uma hora ele aparece para me responder...

Capa da versão brasileira
O senhor chegou a uma conclusão sobre a sexualidade do pintor? Há estudos que apontam para sua homossexualidade. É possível ter certeza?

A crença acerca da homossexualidade de Caravaggio é baseada no que escreveu Giovanni Baglione, mas provavelmente o biógrafo queria se vingar de um poema satírico e feroz que o próprio Caravaggio fez. Pelo poema, Baglione processou Caravaggio e o apontou como homossexual perante um juiz. Deve-se ter em conta que, no período, a homossexualidade era um crime grave que poderia ser punido com a morte. Mas Caravaggio não sofreu qualquer consequência do julgamento, o que indica que a acusação não foi considerada verdadeira. Já outra razão pela qual alguns acreditam que Caravaggio foi homossexual é a presença em suas pinturas de rapazes nus que se mostravam com descarada sensualidade. Mas precisamos considerar que as pinturas foram feitas por encomenda. Caravaggio pintou o que príncipes e cardeais pediam e era pago por isso. O fato de que esses rapazes expressem tanta sensualidade em seus quadros só mostra o quanto Caravaggio foi um grande artista, não que teria sido homossexual. Tendo a acreditar que a sexualidade de Caravaggio era exercida em sua arte, sensual e poderosa. E ele foi um pintor extraordinário de mulheres. Suas figuras femininas estão entre as mais bonitas, sedutoras e modernas em toda a história da arte, embora nunca nuas.

Em sua carreira, o senhor também já foi criticado pelo conteúdo de suas histórias e a natureza de seus desenhos. No ano passado, por exemplo, houve uma polêmica com a capa da revista da Mulher-Aranha, feita para a Marvel, considerada pelos fãs sensual em excesso. Como o senhor explica o que aconteceu?

Aquilo me surpreendeu. Não achava que um desenho ainda pudesse chocar. Com todas as imagens muito mais explícitas que podem ser vistas hoje em todos os lugares, eu nunca teria esperado um barulho como aquele. Além do mais, eu não acho que a celebração e a glorificação da beleza da forma feminina possam ser escandalosas.

Hoje, por causa da internet, qualquer pessoa pode ter acesso a imagens eróticas. Isso reduziu o interesse nos quadrinhos eróticos?

Acho que não, ou ao menos espero que não. Os quadrinhos, por sua natureza, são o reino da fantasia. Sabemos bem que nosso órgão sexual mais importante é o cérebro. E é o cérebro, a imaginação, que transforma a história em quadrinhos. Que fique claro que não tenho nada contra, mas o erotismo da internet fala mais ao corpo do que à mente. Então não acho que isso possa reduzir o interesse nos quadrinhos.

Muita gente imagina o senhor como um velho tarado que desenha quadrinhos. Tem uma mensagem para essas pessoas?

Posso citar John Le Carré: “Sim, eu sou um maníaco sexual normal, como todos”. Já quanto ao “velho”, não posso fazer nada, infelizmente. Mas tampouco acho que seja um insulto.

Preview da HQ que tem na nossa página do Facebook. >>CLIQUE AQUI<<

Fonte: O Globo

HQ Euro: Uchronie's - Nova Bizancio - Livro III



Chegamos na última parte da Nova Bizancio. Suspeito aos olhos dos seus superiores, Zack é forçado a passar para o lado da clandestinidade e da rebelião, abrindo assim os olhos ao horror deste sistema, do qual ele foi cúmplice mas que agora é inimigo. Nas fileiras rebeldes, Zack conhece Emily, uma prisioneira que veio de uma gaiola dourada, que tal como ele, foi forçada a desistir de tudo para escapar a esse mundo. Com roteiro de Éric Corbeyran e arte de Éric Chabbert.

Tradução e Letras: Reverendo

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HQ: Django e Zorro - 06 Edições (Atualizado)


Vários anos se passaram depois do filme, mas Django continua perseguindo homens maus como um caçador de recompensas. Por estar com sua cabeça a prêmio no leste dos Estados Unidos, ele passa a oferecer seus serviços no oeste, logo depois de providenciar um lugar seguro para sua esposa, Broomhilda, próximo de Chicago, pra quem ele manda o dinheiro que ganha de suas caçadas. É numa de suas andanças que ele conhece o velho e sofisticado Diego de la Vega – o famoso Zorro – por quem ele fica fascinado, especialmente por ser um homem branco e rico que não liga pra cor da pele de Django… e que trava sua própria batalha. Django é contratado como “guarda-costas” de Diego, e logo se envolve numa aventura para libertar o povo indígena local de uma servidão brutal, que o faz descobrir que escravidão não é um mal exclusivo dos negros. A trama é escrita por Quentin Tarantino e Matt Wagner, e tem os desenhos de Esteve Polls, uma produção dos Invisiveis SQ e Renegados.

*Para fazer o download basta clicar na capa.


http://www.mediafire.com/download/wv9bbbvh277o6ml/Django+%26+Zorro+01+%282014%29+%28Invisiveis+-+Renegados%29.cbrhttp://www.mediafire.com/download/qlsv66eia1zqu7v/Django+%26+Zorro+02+%282014%29+%28Invisiveis+-+Renegados%29.cbr




HQ: As Aventuras de Luther Arkwright - 02 Vol. (09 Edições)



Luther Arkwright é o único homem capaz de viajar por diversas dimensões paralelas – o multiverso. Graças a essa sua habilidade ímpar, ele integra uma equipe que luta para manter a ordem nas mais diversas realidades.Os seus principais inimigos são os Dilaceradores, seres que lideram impiedosamente alguns mundos paralelos e que recentemente tomaram posse de um artefato chamado Fogo Gélido, que pode destruir o multiverso.

As aventuras de Luther Arkwright é uma obra primorosa, original e paradigmática, pois foi o estopim para a revolução que os quadrinhos viveriam na década de 80, e que culminaria na famosa “invasão britânica”, na qual autores e desenhistas ingleses passaram a ser publicados nas editoras dos EUA, revitalizando as HQs norte-americanas. O criador da série, Bryan Talbot, foi uma declarada influência para Alan Moore, que, por sua vez, teve a mesma importância para Neil Gaiman. E o resto é história. Talvez isso baste para atiçar a curiosidade sobre o fantástico autor desta obra, que ainda não tem todo o reconhecimento que merece. A saga de Luther Arkwright já continha diversos elementos que estariam nas histórias de Moore, Gaiman, Grant Morrison, Warren Ellis e cia. Iniciada em 1978, possui uma abordagem adulta, trata de política, religião, filosofia e ciência com doses de erotismo, humor negro e violência.

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HQ: Shaolin Cowboy - Volume 01 (07 Edições)



O que um cavalo falante e um monje Shaolin têm em comum? Um ao outro. Adicione a este estranho par um bando de assassinos (incluindo um macaco falando com uma arma) e você conhecerá Shaolin Cowboy. Suas cabeças foram colocadas a prêmio, e muitos estão ansiosos para tentar conseguir essa façanha. Shaolin Cowboy apresenta uma arte extremamente detalhado e igualmente violento, que foi escrito, desenhado e criado por Geoff Darrow (de Hard Boiled e Big Guy & Rusty - O Menino Robô, ambas escritas por Frank Miller), que desenha até os mais ínfimos detalhes.

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HQ 2000AD: DR & Quinch - Várias



Delinquentes juvenis? Assassinos em massa? Psicopatas amorais? Eles são tudo isso e muito mais! Waldo "DR" Dobbs e Ernest Errol Quinch são 2 estudantes universitário que não vêem problema algum em destruir um planeta habitado ou iniciar um guerra interplanetária se isso servir a seus propósitos. Em histórias repletas do mais fino humor negro, esses 2 personagens bizarros viajam através do tempo e do espaço aprontando várias confusões e deixando malucos todos os que tentam impedir seus planos. Diretamente das páginas da HQ britânica 2000AD, DR & Quinch é escrita por Alan Moore e desenhada por Alan Davis.

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Fumetti: Magico Vento - 12 Edições



Mágico Vento é o nome indígena dado a Ned Ellis, um soldado americano que escapou milagrosamente da explosão de um trem. Muito ferido, foi encontrado por um velho xamã, que o levou para sua tribo, entendendo que aquilo era um sinal. Quando acordou, Ned não se recordava de mais nada, e passou então a conviver com os Sioux, sendo considerado um xamã, ou “homem da medicina”, pelo dom das visões que passou a ter graças a uma farpa de metal depositada em seu cérebro, na ocasião do acidente. Recebeu o nome de “Mágico Vento” do velho xamã que o encontrou. Ned tem transes e sonhos, até de vidas de outras pessoas e de enigmas que só ele pode decifrar, que podem lhe revelar o futuro. E os índios consideram isso um dom.

Em busca de seu passado, conhece o jornalista Willy Richards, também conhecido como Poe, devido sua semelhança com o escritor Edgar Allan Poe, e ambos se unem para combater um poderoso homem chamado Howard Hogan, que exerce atividades ilícitas e mais tarde se descobre, está envolvido na explosão do trem onde Mágico Vento estava. A partir daí, os dois companheiros enfrentam uma árdua jornada, buscando tanto o passado de Ellis, quanto expor as patifarias de Hogan. Aos poucos, detalhes surpreendentes sobre a vida do protagonista vão surgindo, e uma sucessão de eventos atravessa o caminho da dupla. 

Mágico Vento é uma junção de dois gêneros de quadrinhos: o faroeste clássico e o sobrenatural, numa roupagem inovadora, devido as cores em preto e branco, os ótimos roteiros, e muito embasamento histórico, graças à extensa pesquisa de seu criador, o roteirista italiano Gianfranco Manfredi. E a HQ tem vários desenhista como Giuseppe Barbati, Bruno Ramella, Pasquale Frisenda, Corrado Mastantuono, e entre eles Goran Parlov e José Ortiz. A produção é do Scan do Tex e Gibis do Luizzin.

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HQ: The Boys - Rapazinho das Montanhas - 06 Edições


No spinoff de The Boys focado em Hughie Mijão, vamos nos aprofundar um pouco mais no passado do pequeno escocês integrante dos Rapazes, entender suas motivações e frustrações ao voltar à sua terra natal! Uma produção do Vertigem HQ, que por sinal está de cara nova, passem lá e confiram! 

 *Para fazer o download basta clicar na capa. 




HQ: Empty Sands #01



A história acontece em algum momento no futuro, muito depois do colapso de nossa sociedade e do surgimento de outra em seu lugar. A história acompanha uma garota e seu pai, enquanto viajam através das ruínas de uma cidade, e conta o que acontece com eles. Roteiro e arte de Heath Heil.

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HQ: Guarda do Norte - Livro 1



Seja bem vindo ao norte, um lugar ainda indomado que promete grandes riquezas, mas esconde perigo atrás de perigo. E neste lugar reinado pelo inverno e habitada por tribos selvagens, milhares viajam para o extremo norte em busca de seus próprios destinos, desafiando seus limites e pondo suas vidas em risco na lucrativa busca por diamantes, cobre e ouro. Enquanto muitos se preocupam com seus negócios, há um grupo que se destaca pela nobre tarefa de explorar, socorrer e salvar vidas: os membros da Guarda do Norte, responsáveis por abrir trilhas, resgatar feridos, e manter o sistema de correios. O perigo é constante nesse trabalho.

E é nessa terra do Sol da meia noite, em meio a era das explorações que você embarcará na mais excitante aventura trazida por Tess Garman e Teagan Gavet, juntas conhecidas nada menos como "Blotch".

Tradução: Aryam
Scan e Letras: £L!¢aRpO

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Mangá: Hinomaru Zumou - 02 Volumes


Um ritual divino, uma arte marcial, um esporte de combate. Isso é o Sumô! O “pequeno” novo aluno, Ushio Hinomaru, aparece no pequeno clube de sumô da fraca escola do Enisno Médio Oodachi. As palavras “grandes” e “pesados” são as regras para este esporte, que parece não se encaixar para este novato. Mas esse cara surpreende a todos e desafia: seu objetivo é alcançar o topo! O seu objetivo é o nível mais alto do sumô. É hora da batalha colegial de sumô começar, e “retakes” não serão permitidos.

Título: Hinomaru Zumou
Categoria: Ação, Seinen
Autor: Kawada
Grupo: Kyodai Scans

*Para fazer o download basta clicar na capa.

 



HQ Euro: Excalibur✝Crônicas - Livro I



A lendária e mítica Excalibur, a espada mais famosa de todos os tempos é dada à Merlin. Bem antes dela ter sido empunhada pelo Rei Arthur, ela é oferecida a seu pai, Uther Pendragon, para servi-lo na reunificação da Bretanha, um local de personagens e locais lendários e fantásticos. Excalibur começa sua longa história antes de ser presa em uma pedra para aguardar por um rei. Um conto mágico e violento, orquestrado pelo roteirista Jean-luc Istin com a arte de Alain Brion.

Tradução e Letras: Yugifan

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HQ: Multiversidade - Pax Americana



“Pensamos que seria apropriado reimaginar e atualizar as técnicas narrativas claramente auto-reflexivas de Alan Moore e Dave Gibbons e aplicá-las a uma história totalmente nova, que se pergunta: ‘E se Watchmen fosse feita agora, no cenário político contemporâneo com os personagens da Charlton no lugar de seus análogos?'". Escrita por Grant Morrison e desenhada por Frank Quintely, Pax Americana é a versão modernizada dos personagens da Charlton Comics. Estes que influenciaram a criação de Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Uma produção do Satélite-SQ.

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HQ: Crônicas do Ódio - Livro 1




Eles violentaram a Mãe, a Terra, e a aprisionaram com correntes místicas. A Lua pegou fogo, e o Sol congelou. Nas veias do Mundo, sua seiva vital virou pó. Os oceanos ferveram de miasmas que coagularam até o céu. Rochas ficaram presas nos destroços de florestas mortas. Enquanto Ela se decompunha, suas criaturas, suas crianças, sobreviveram do jeito que puderam. Devorando-se umas às outras, rondando seus fétidos despojos, criando abominações. Devorando-a, fungos e outras formas adquiriram consciência.

Com o passar do tempo, algumas linhagens humanas cresceram assustadoramente, enquanto outras definharam, enfraqueceram, e facilmente viraram escravos. Esses homens “superiores” se nutriram dos outros, aumentando sua força, e lançaram suas tribos umas contra as outras numa guerra sem trégua. Até que uma tribo conseguiu se sobrepor às outras, e seu chefe assumiu a liderança e um título para si... Tirano.

Mas, apesar da queda, Ela não estava morta. Com a pouca força que lhe restava, ela atraiu Verme, o menor, o mais abjeto daquelas criaturas inferiores. Improvável salvador, através de magia e de inesperados aliados, Verme uniu o fio de seu destino ao dela. Se ele a libertar, o sangue dela provocará uma inundação que trará de volta a vibração da vida. E seu ódio transformará Verme em seu campeão, seu consorte, seu vingador... o esperado Deus! E é assim que começa a história criada por Adrian Smith.

Tradução: Reverendo
Letras: £L!¢aRpO


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HQ Euro: A Ordem dos Cavaleiros Dragões - Livro 15



Antes que consiga matar o dragão, a Cavaleiro Saraï é sequestrada e levada a um harém. Pra ela, O Inimigo não é a besta. É o seu carcereiro. E todas as suas forças e habilidades serão usadas para sua libertação... Em Messara, a Matriarca luta pela liberdade de sua cavaleiro. Pra ela, O Inimigo é político. E muito íntimo. Nesses tempos difíceis, O Inimigo pode ter muitas formas. Escrita por AnGe e com a arte de Patrick Boutin-Gagné.

Tradução e Letras: Reverendo
Finalização: £L!¢aRpO

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HQ Euro: Era Uma Vez Na França - Livro 5



1946. Jacques Legentil, juiz de Melun (França), está investigando o assassinato de Robert Scaffa. O caso parece ter sido resolvido rapidamente, porque os assassinos e seus cúmplices simplesmente afirmam que a vítima era um traidor! Joanovici é rico e poderoso. Ele é um herói. Parece intocável. O "juizinho de Melun" está determinado a mudar isso, mas a corrupção, ameaças e pressões políticas serão um dos seus obstaculos!Escrita por Fabien Nury e com a bela arte de Sylvain Vallée.

Tradução e Letras: Nauta
Edição e Finalização: £L!¢aRpO

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HQ Euro: Asgard - Livro II



Uma releitura do mito de Thor e sua luta contra a Serpente-Mundo, encarnado por um poderoso viking. Asgard nasceu com uma maldição colocada pelos deuses em bebês vikings condenados à rejeição. Ele teve sua vida salva e cresceu para se tornar um membro da guarda do rei. Mas isso foi há muito tempo, agora ele percorre os territórios do norte lutando contra criaturas lendárias. Mas o seu maior desafio está por vir. Será Asgard a reencarnação do deus Thor? Uma emocionante aventura contada pelo roteirista Xavier Dorison, e pelo desenhista Ralph Meyer. 

Tradução e Letras: Yugifan

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HQ: Nórdicos #43



O drama criminal que abrange décadas, "A Trilogia Islandesa", continua! O jovem Ulk Hauksson está crescendo e se tornando o executor que seu pai precisa, mas a um custo terrível. Enquanto seu pai hesita, Ulf apenas vê oportunidade. E a comunidade de colonizadores sente as consequências. Roteiro de Brian Wood e arte de Paul Azaceta.

Tradução: RafLima
Letras: £L!¢aRpO

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Matéria: RanXerox - Cópia 25 Centavos!


Texto: Rodrigo Garrit



“Os quadrinhos, sendo a linguagem artística mais desprezada pela Alta Cultura, é objeto de carinho e interesse especial por parte dos baderneiros. Em um mundo virado de cabeça para baixo, a forma mais desvalorizada de arte adquire uma súbita importância”. – Rogério de Campos.

Na turbulência de uma revolução, surgiu o reflexo de uma atitude na cultura pop. Contestador, transgressor e amoral. Um robô feito a partir de uma máquina de Xerox (exatamente isso, a copiadora) e programado para ser um ícone dos quadrinhos italianos dos anos 80, destinado a ser eternamente lembrado como o pioneiro de um movimento que antecedeu muito do que vimos e lemos nos anos seguintes.

“A ideia do Ranxerox nasceu em um ônibus, quando eu voltava para a universidade depois de uma série de batalhas contra a policia, em 1977. Havia uma fotocopiadora usada sendo chutada por vários estudantes e me veio à mente que ela poderia ser transformada, de uma simples fotocopiadora da realidade, em uma coisa mais ativa, mais bélica… poderia ser transformada em um robô por um estudante de bioeletrônica. Que foi exatamente o que desenhei para a Cannibale”. – Stefano Tamburini.


Ranxerox foi criado por Stefano Tamburini em 1977 na Itália, durante o movimento estudantil em reação ao anúncio do Ministério da Educação de diretrizes mais rígidas para os exames, o que ganhou proporções muito maiores, mesmo quando o então ministro Franco Maria Malfatti voltou atrás em sua decisão, o estopim da revolução já havia sido iniciado, e os jovens foram as ruas protestar por melhores perspectivas de vida para os formandos, contra o autoritarismo e claro, o próprio capitalismo.
Em meio a esse caldeirão ideológico, “Rank Xerox” começou a ser publicado nas edições undergrounds Cannibale e depois na Frigidaire. Então esqueça todo aquele esquema dos quadrinhos americanos moralistas e cheios de pudores. Ranxerox é um escarro na nossa cara, a grande metáfora da vida real elevada a sua décima potência. Um androide feito a partir de uma máquina de Xerox que pode copiar as emoções humanas, entre outras funções surpreendentes. Ele é um típico sobrevivente da repressão social, morador de periferia, usuário de drogas e amante de uma nada inocente garota de 13 anos, Lubna.


O que não faz dele um pedófilo… ou faz? Talvez… se fosse humano. Tecnicamente ele é um robô mais jovem do que Lubna. Mas isso envolve outras questões éticas que não cabem aqui.

A liberdade criativa dos autores de Ranxerox não conhece limites, e eles fazem uso total dela, transitando pelo mais profundo escárnio e recorrendo a todos os recursos disponíveis, desde cenas de nudez e sexo explícito, até o consumo indiscriminado de drogas e a violência gratuita que choca exatamente pelo fato de partir desse gigante cibernético descontrolado e multifuncional. Todas essas cenas são apresentadas de forma despudorada, elas existem no cotidiano dos personagens e definem aquilo que eles são; não são recursos eventuais criados com a finalidade de gerar polêmica e aumento de vendas. Ranxerox é uma das melhores coisas que já foram feitas na nona arte, algo que todo fã precisa ler para se considerar um verdadeiro nerd amante de quadrinhos. Não estou defendendo aqui as atitudes questionáveis dos personagens, mas é preciso lembrar que elas foram criadas dentro do contexto de uma revolução, e precisava ser um grito de liberdade que expressasse de alguma forma os ideais de uma comunidade jovem, punk rock, e constantemente silenciada pelo sistema.

Houve problemas, é claro, com a marca Xerox, que não gostou de ver seu nome associado a essa HQ pouco convencional sem autorização. Eles entraram em contato pedindo que o nome fosse mudado, e tiveram a seguinte resposta, dita pelo próprio Ranx, desenhado por Tamburini: “E eu me verei obrigado a rasgar o cu de vocês”.

De qualquer forma, o nome foi alterado de “Rank Xerox” para “Ranxerox” e tudo ficou por isso mesmo. Nosso protagonista é um robô, mas muito humano em vários sentidos. Ele tem vários comportamentos que em nada lembram a frieza robótica de algumas máquinas ( e alguns humanos). Por exemplo, ele transa. E muito.

Conforme Tamburini nos explica na história "Ranx em Nova York", o cérebro eletrônico de Ranxerox é estruturado de maneira a produzir emoções sintéticas, induzidas por três estímulos primários: cor, timbre vocal e odor. Tais estímulos acionam relês que, por sua vez, determinam uma fotocópia de emoções (ódio, amor e indiferença). Esses sentimentos mecânicos são muito rudimentares e instáveis. Podem mudar repentinamente a respeito de uma mesma pessoa, caso ela mude de roupa ou de comportamento.

Afora isso, Ranx é dotado de um violento instinto animal de sobrevivência. O único mistério é o incrível arrebatamento amoroso que ele nutre por Lubna, devido talvez a um choque na cabeça que causou a estabilização em ciclo contínuo (loop) de um programa que faz com que ele seja apaixonado por ela, e por isso não é capaz de lhe fazer nenhum mal. O mesmo não se pode dizer dos outros: Ranx é extremamente violento, dependendo do seu estado de espírito (ou programação), não olhe torto, não seja mau educado e não tente vender uma rosa. Mesmo que você seja uma garotinha singela. Seus dedos podem acabar quebrados do mesmo jeito. 


Apesar da “paixão” por Lubna (que faz dele o que bem entende e deixa claro que tem por ele o mesmo sentimento de amor que a mãe dela teve por sua primeira lava-louças), Ranx é muito chegado num rabo de saia, e vez por outra apronta das suas, enchendo a cara com amigos, se drogando e transando adoidado. Mesmo sendo um robô, Ranxerox tem um sistema nervoso artificial tão apurado que permite que ele tenha um “barato” ao usar drogas e fique excitado e tenha ereções como qualquer outro homem. Ranx é um adorável devasso, uma criatura livre, um “Anti-Frankenstein”… porque ao contrário do monstro criado por Mary Shelley, ele não é atormentado, não se esconde de ninguém e tem todas as noivas que desejar, embora ame apenas Lubna. 

As histórias do personagem são surreais e deliciosas… cativantes do começo ao fim. É o puro suco do que de melhor se ouviu falar em cultura pop progressista nos 80 e 90, tanto em quadrinhos, quanto em cinema, literatura e teatro. Ele foi ilustrado por Tanino Liberatore e seus desenhos são belíssimos, como não poderia deixar de ser dentro dessa tradição europeia.

Stefano Tamburini, o “pai” do personagem, faleceu em 1986, vítima de uma overdose de heroína. Sua última história, intitulada “Amém”, ficou incompleta e só veio a ser finalizada em 1997 por Liberatore com ajuda do roteirista francês Alain Chabat.

Ranxerox foi publicado na íntegra no Brasil pela Conrad Editora, numa caprichada edição de capa dura contendo todas as suas histórias em ordem cronológica e excelente matéria de Rogério de Campos, situando o leitor a todos os fatos pertinentes ao contexto na qual o personagem foi criado, além de várias informações adicionais sobre os autores e os bastidores de sua trajetória.

Uma obra imperdível.


Fonte: O Santuário


 
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